Em novembro de 2011, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que na época estava filiado ao PP, foi o único parlamentar a votar contra o projeto de lei que criou o Renda Melhor, programa de transferência de renda do governo do Rio de Janeiro.

O Renda Melhor foi concebido como um complemento ao Bolsa Família, programa federal voltado a famílias em situação de vulnerabilidade social. A proposta do governo fluminense previa somar recursos ao benefício federal, ampliando o apoio financeiro às famílias de baixa renda no estado.

Na votação do projeto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Flávio Bolsonaro destacou-se como a única voz contrária à criação do programa. Todos os demais parlamentares presentes manifestaram aprovação à medida, que acabou saindo do Legislativo para se tornar política pública do estado.

O posicionamento do então deputado contra a proposta de transferência de renda voltou a ser lembrado em episódios que ganharam repercussão, em um contexto em que o programa ficou conhecido pejorativamente como “Bolsa-farelo” por parte de seus críticos.

O caso ilustra o histórico político de Flávio Bolsonaro em sua passagem pela Alerj, período em que atuou como legislador estadual antes de exercer outros mandatos. O voto isolado contra um programa de transferência de renda, em uma Casa em que a proposta teve ampla aceitação, marcou a atuação do parlamentar naquele momento.

Programas do tipo, como o Renda Melhor, integram a política de proteção social brasileira ao combinar iniciativas federais e estaduais para atender famílias em condição de pobreza e extrema pobreza. A complementaridade entre o programa estadual e o Bolsa Família era justamente o objetivo central do projeto aprovado em 2011 na Assembleia Legislativa fluminense.

O registro do voto contrário de Flávio Bolsonaro permanece nos anais da Casa legislativa, servindo como documento histórico da atuação dos deputados estaduais naquele período e do posicionamento assumido por cada um deles diante da criação do programa de transferência de renda do governo do Rio de Janeiro.