Shrekking, frankensteining e situationship. Se essas palavras parecem estranhas, é sinal de que o vocabulário amoroso da geração Z evolui mais rápido do que os dicionários conseguem acompanhar. Um psicólogo dos Estados Unidos se debruçou sobre o fenômeno e explicou oito novos jargões criados pelos jovens para descrever as relações amorosas da atualidade.
Um novo vocabulário do amor
Cada geração deixa sua marca na língua, e os jovens nascidos a partir do fim dos anos 1990 não são exceção. Nas redes sociais e nos aplicativos de namoro, surgem com frequência neologismos que tentam nomear comportamentos e arranjos afetivos que antes ficavam sem definição. O movimento chama a atenção de especialistas, que procuram entender o que essas expressões revelam sobre a forma como essa geração vive o romance.
Os termos em destaque
Entre as oito expressões analisadas, três dão o tom do fenômeno. O shrekking é usado quando alguém sai com uma pessoa considerada pouco atraente, na expectativa de que ela compense a falta de beleza com bondade e bom trato — referência direta ao ogro do cinema. O frankensteining descreve a prática de montar um par ideal reunindo características de pessoas diferentes, como uma criatura costurada em laboratório. Já o situationship nomeia os vínculos que existem de fato, mas sem rótulo, sem compromisso definido e sem previsão de futuro.
Mais do que gírias
Muito além da curiosidade linguística, a proliferação desses termos indica mudanças na maneira como os jovens enxergam os relacionamentos. Expressões como essas mostram uma geração disposta a nomear, com humor e sem cerimônia, expectativas frustradas, vínculos ambíguos e comportamentos que gerações anteriores raramente discutiam abertamente. A análise do psicólogo americano vai além do dicionário: ajuda a decifrar o que está por trás de cada palavra e a compreender melhor a vida afetiva da geração Z.
Para quem não acompanha de perto esse universo, fica o alerta: entender o que um jovem quer dizer quando fala em shrekking ou situationship pode evitar muita confusão — e até alguns mal-entendidos amorosos.