A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial, vista como uma demonstração de força da direita, deverá render ao candidato apoios expressivos na disputa decisiva pela Presidência da República.

O mais relevante deles vem do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Se havia alguma dúvida sobre a disposição do aliado de entrar de “corpo e alma” na fase final da campanha, ela já não existe mais no entorno do bolsonarismo.

O respaldo de Tarcísio é considerado fundamental para que Flávio Bolsonaro amplie sua vitória no Sudeste. Nesta segunda-feira (5), o governador se reunirá com o candidato do PL em Brasília para definir a estratégia de atuação em São Paulo no segundo turno.

“A participação do Tarcísio na reta final do primeiro turno foi fundamental. Os petistas contavam que ele iria fazer corpo mole, mas não fez”, avaliou um aliado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ofensiva no Nordeste

A equipe de Flávio Bolsonaro também prepara um plano para encurtar a distância em relação a Lula no Nordeste. No primeiro turno deste ano, o petista obteve menos votos na região do que em 2022: foram quase 3% a menos na comparação com a última eleição, o equivalente a cerca de 258 mil votos a menos na região nordestina.

No conjunto do país, Lula perdeu quase 3,4 milhões de votos entre as duas eleições. Flávio Bolsonaro, por sua vez, conquistou cerca de 5 milhões de votos a mais do que o pai obteve na disputa de 2022.

“Vamos crescer ainda mais no Sudeste e Sul e conquistar mais votos no Nordeste. Essa será nossa estratégia. Teremos mais apoios em todo país do que o presidente Lula, estamos confiantes de que vamos ganhar a eleição no segundo turno”, afirmou o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN).

Direita sem posicionamento

Enquanto a articulação avança, os demais candidatos da direita seguem sem se manifestar: até agora, não anunciaram apoio nem a Flávio Bolsonaro nem a Lula.