Parlamentares dos Estados Unidos passaram a cobrar explicações diretas de Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, sobre o comportamento das ferramentas da empresa durante o período eleitoral brasileiro.
Origem da controvérsia
O episódio que motivou a cobrança envolve denúncias de que a inteligência artificial integrada ao WhatsApp teria se recusado a gerar imagens do presidente Lula (PT), enquanto atendia pedidos semelhantes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). A assimetria no funcionamento da ferramenta foi apontada como possível indício de tratamento desigual entre candidatos e figuras políticas.
TSE também exigiu respostas
Antes da manifestação dos congressistas americanos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia acionado a Meta, exigindo esclarecimentos formais sobre o caso. O tribunal é o responsável por fiscalizar o uso de plataformas digitais durante os pleitos no Brasil e considera o tema sensível, dada a influência das redes sociais no debate eleitoral.
Pressão internacional
A cobrança feita por parlamentares dos EUA adiciona uma camada internacional à polêmica, colocando Zuckerberg e a Meta diante de questionamentos simultâneos em dois países. A empresa ainda não respondeu publicamente às novas demandas de esclarecimento.
O caso segue em acompanhamento tanto pelo TSE quanto pelos órgãos legislativos americanos, enquanto aguarda posicionamento oficial da companhia sobre o funcionamento de sua inteligência artificial e os critérios adotados na geração de imagens de personalidades políticas.