Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu nesta segunda-feira (5) do recurso que questionava, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Com a retirada da ação, o ex-governador está definitivamente fora da disputa pelo comando do estado.

A decisão abre caminho para que Douglas, nome da extrema direita, caminhe para a vitória já no primeiro turno. Sem Garotinho na corrida, o tabuleiro eleitoral fluminense se reorganiza em torno dos candidatos que seguem com registro apto para disputar o governo estadual.

O recurso apresentado por Garotinho tentava reverter a decisão que barrou seu registro de candidatura. Ao abrir mão da ação no TSE, o político encerrou a última tentativa de permanecer na disputa. Na prática, o indeferimento passa a valer de forma definitiva, e seu nome não integra mais a lista de opções disponíveis ao eleitorado fluminense.

Cenário favorece a extrema direita

A saída de Garotinho altera o quadro da disputa no Rio. O eleitorado que acompanhava o ex-governador precisará se direcionar a outras candidaturas, e a ausência do partido Republicanos na corrida pelo governo estadual tende a redistribuir forças entre os concorrentes que permanecem no jogo.

Para a extrema direita, o efeito é imediato: com um rival tradicional fora da disputa, crescem as chances de vitória já no primeiro turno. No Rio de Janeiro, como nos estados com mais de 200 mil eleitores, é preciso obter mais da metade dos votos válidos para evitar o segundo turno — desafio que se torna menor quanto menor for o número de adversários com peso eleitoral.

Ex-governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002, Garotinho tentava um retorno ao comando do estado. A tentativa, no entanto, foi barrada pelo indeferimento do registro e, agora, pela decisão própria de não prosseguir com o recurso no TSE.

Com o fim do recurso, a atenção se volta para a organização do pleito no estado. A disputa pelo governo do Rio de Janeiro segue, agora, sem um dos nomes mais conhecidos da política fluminense — e com a extrema direita em posição de vantagem para buscar a maioria dos votos válidos já na primeira volta.