A travessia sobre o Rio da Prata, na BR-470, entre Nova Prata e André da Rocha, no Rio Grande do Sul, será substituída por uma nova ponte de 130 metros de comprimento. O projeto, orçado em R$ 10 milhões, prevê uma estrutura mais larga, erguida em novo alinhamento, a cerca de 100 metros da passagem atual, com altura dimensionada para enfrentar as grandes cheias da região.
Por que a travessia atual será substituída
A ponte existente é estreita e opera com tráfego alternado, permitindo a passagem de apenas um sentido por vez. Há ainda restrições de peso que afetam tanto carros quanto caminhões. Além das limitações físicas, a elevação do Rio da Prata em períodos de cheia agrava o quadro. A nova estrutura, construída em outro alinhamento, deve reduzir o afunilamento e oferecer uma alternativa mais adequada ao tráfego regional, em uma ligação considerada importante.
Como o projeto encara as grandes cheias
O tabuleiro foi dimensionado com altura compatível com as cheias históricas registradas na região. Os níveis conhecidos de subida do rio foram considerados na definição da posição da pista, para diminuir a possibilidade de a água alcançar o asfalto. A solução, porém, não garante proteção ilimitada: chuvas e condições dos acessos também influenciam. A diferença é que a nova travessia nasce com o comportamento do rio incorporado às decisões de engenharia.
Quatro características definem a solução prevista para o trecho: tabuleiro elevado em relação à travessia antiga, considerando as cheias históricas; nova localização, cerca de 100 metros distante do ponto atual; estrutura de 130 metros de comprimento para cruzar o Rio da Prata; e largura projetada de 12,8 metros para melhorar a circulação.
Dimensões da nova ponte
A estrutura terá 130 metros de comprimento e 12,8 metros de largura, a aproximadamente 100 metros da ponte antiga, formando um novo ponto de travessia em vez de simplesmente alargar a passagem existente. Cada medida cumpre função distinta: o comprimento vence o curso d’água, a largura dá espaço à circulação e a altura reduz a exposição às cheias. Os números são do projeto contratado, e não de obra concluída.
Investimento e responsável pela execução
O investimento estimado é de R$ 10 milhões. A execução ficou a cargo da DW Engenharia Ltda., vencedora da licitação de fevereiro de 2026. O contrato e a ordem de serviço foram assinados em 20 de maio daquele ano, em anúncio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com início dos serviços programado para 25 de maio. O valor informado corresponde ao investimento previsto e não deve ser confundido com o custo final da obra.
O que muda para motoristas e transportadores
A travessia integra a ligação entre áreas da Serra Gaúcha e outras regiões do Sul. Com o fim da restrição de passagem alternada, os deslocamentos tendem a ficar mais fluidos, inclusive para veículos de portes diferentes. A nova localização também permite reorganizar a aproximação da estrada à ponte, com expectativa de mais espaço e menor exposição a interrupções por cheia após a conclusão da estrutura e dos acessos.
Prazo de entrega
O cronograma divulgado em maio de 2026 previa 12 meses de execução, com início dos serviços programado para o dia 25 daquele mês. Se a programação for mantida, a referência inicial para a conclusão é maio de 2027, sem caráter definitivo. A abertura ao tráfego depende das fundações, dos acessos e de verificações técnicas. Sem atualização oficial específica sobre o andamento até outubro de 2026, não é possível afirmar quanto já foi construído nem antecipar a liberação.