Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberam a informação de que o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, poderia ser tirado do ar às 18h desta sexta-feira (23). De acordo com o aviso que circulou entre o grupo, a medida caberia ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
O tribunal, no entanto, negou qualquer determinação nesse sentido. Em nota, o TSE afirmou que não ordenou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar e criticou as leituras feitas sobre despachos do processo.
“O TSE não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos, que pedem informação em tempo curto, são absolutamente indevidos”, declarou a corte.
Plano B anunciado por Janones
Antes da resposta oficial do tribunal, o deputado federal André Janones (Rede-MG), criador do “Exército do Lula”, já havia acionado os seguidores do canal. Às 10h59 desta sexta-feira, ele publicou mensagem anunciando uma estratégia alternativa caso a página fosse efetivamente derrubada.
“Seguinte, pessoal: vamos ter um plano B! Vamos entrar também no canal do presidente (‘Canal do Lula’) e, se esse aqui for derrubado, a gente faz de lá”, escreveu Janones na mensagem divulgada aos integrantes do canal.
Mobilização em meio à negativa do TSE
A articulação na campanha ocorre, portanto, em paralelo ao desmentido oficial. Enquanto integrantes do grupo tratavam a possível retirada como iminente, marcada para o fim da tarde desta sexta, o próprio TSE qualificou como “indevidas” as especulações construídas a partir dos despachos que pedem informações em prazos curtos.
O “Exército do Lula” é conduzido por Janones, que também já participou de transmissões ao lado do presidente — como na live registrada em 22 de outubro de 2026. O plano B divulgado pelo deputado prevê que a comunicação com o público seja mantida pelo “Canal do Lula”, canal do petista na plataforma, caso o canal original venha a sair do ar.
Até o fechamento desta matéria, nenhuma suspensão havia sido confirmada. O TSE reiterou, em sua nota, que as interpretações sobre uma possível derrubada do canal não correspondem a qualquer decisão tomada pela corte eleitoral.