Aos 95 anos, o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf segue em atividade na política e colocou sua força de campanha a serviço de um nome da família. O veterano líder apoia a candidatura de Alberto Haddad, o Albertinho, que disputa uma cadeira de deputado estadual com o objetivo de dar continuidade ao legado do malufismo no estado.

O engajamento do ex-governador chama atenção pela idade avançada e pelo simbolismo que carrega. Mesmo afastado dos mandatos executivos, seu nome continua a mobilizar o grupo, e a escolha de um parente direto como candidato reforça a aposta na continuidade familiar do projeto político construído em São Paulo.

Primo tratado como “sobrinho”

Albertinho é primo do ex-governador, mas, no circuito político, é apresentado como “sobrinho” — tratamento que acompanha a candidatura e evidencia a proximidade com o núcleo do grupo. O apelido encurta a distância entre o candidato e o sobrenome mais conhecido da corrente, facilitando a identificação do eleitor com a marca Maluf, presente na política paulista há décadas.

A tentativa de herdar o espólio

O objetivo central da disputa é herdar o espólio do malufismo em São Paulo. O movimento associado ao nome de Maluf busca em Albertinho um nome capaz de manter viva sua influência entre o eleitorado, e a vaga de deputado estadual aparece como o primeiro degrau desse projeto de sucessão. A estratégia repete um padrão conhecido na política brasileira, em que sobrenomes consolidados funcionam como ativo eleitoral transferível entre gerações e parentes.

Maluf como mobilizador

Aos 95 anos, Maluf permanece como referência do grupo e empresta à campanha do primo o prestígio acumulado em uma trajetória que o tornou um dos nomes mais reconhecíveis da política brasileira. Sua atuação na disputa reforça o caráter familiar do projeto e o empenho em manter o malufismo representado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Para a candidatura, a presença do ex-governador funciona como selo de legitimidade diante de apoiadores históricos e do eleitorado fiel ao grupo.

Teste para um sobrenome

A performance de Albertinho nas urnas funcionará, na prática, como um teste da força eleitoral do sobrenome Maluf em São Paulo. O resultado da disputa dirá se a marca mantém capacidade de converter prestígio histórico em votos — e se o malufismo encontrou, no primo do ex-governador, o herdeiro capaz de prolongar sua existência na política paulista.