O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Meta, empresa dona de redes como Facebook, Instagram e WhatsApp, “não pode achar que pode enganar a humanidade” e que a companhia “vai ter que se enquadrar”. As declarações foram feitas durante uma live realizada com a participação do deputado federal André Janones, aliado do governo.

Na conversa, o chefe do Executivo defendeu a regulamentação das plataformas digitais no Brasil, tema que ocupa espaço crescente no debate público e nas discussões do Congresso Nacional sobre o funcionamento das redes sociais no país.

Cobrança à Meta

Ao lado de Janones, Lula sustentou que a Meta não pode agir como se tivesse liberdade para enganar a população. Para o presidente, a empresa terá, necessariamente, de se adequar às regras.

A frase resume o tom de cobrança do petista em relação a uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, responsável por plataformas utilizadas por um contingente expressivo de brasileiros. O Brasil está entre os principais mercados da companhia.

Regulamentação em debate

A regulamentação das plataformas digitais é discutida há anos no Brasil. Entre os pontos em análise estão a responsabilidade das empresas pelas informações divulgadas em suas redes, a transparência no funcionamento dos algoritmos e a criação de mecanismos de proteção dos usuários contra desinformação, golpes e outros tipos de abuso.

O tema já foi objeto de projetos de lei no Congresso Nacional, que enfrentaram resistência de parte dos parlamentares e das próprias companhias de tecnologia, defensoras da autorregulação do setor.

A preocupação com a disseminação de notícias falsas nas redes sociais ganhou força no país nos últimos anos, sobretudo em períodos eleitorais, o que alimentou o embate sobre a necessidade de novas regras para o setor de tecnologia.

A transmissão ao vivo é um formato cada vez mais utilizado por políticos para falar diretamente com o público.

Com a live ao lado de Janones, o presidente reafirmou sua posição favorável à criação de regras para as grandes empresas de tecnologia e cobrou o enquadramento da Meta, dona de algumas das redes sociais mais utilizadas pelos brasileiros.