Sindicatos de diferentes categorias realizam nesta quarta-feira (14) uma vigília no Senado Federal. O objetivo da mobilização é pressionar os parlamentares a aprovarem a proposta que prevê o fim da escala 6×1.
A ação acontece sob a mensagem “O trabalho não termina quando acaba o expediente”, expressão que sintetiza a crítica dos organizadores ao modelo de jornada em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço seguidos e descansa apenas um.
O que é a escala 6×1
A escala 6×1 é o regime de trabalho em que o empregado atua durante seis dias e tem direito a um único dia de descanso. Na prática, o modelo concentra o repouso semanal em um único dia, período avaliado por trabalhadores e entidades sindicais como insuficiente para a recuperação física e mental, o convívio familiar e a realização de atividades pessoais, como cuidados com a saúde e afazeres domésticos.
Por essas razões, o fim da escala 6×1 tornou-se uma bandeira do movimento sindical no debate sobre jornadas de trabalho no país. Para as entidades, o regime atual compromete a qualidade de vida de quem está submetido a ele.
Pressão por aprovação
A escolha do Senado Federal como palco da vigília reflete a avaliação dos organizadores de que a Casa tem papel decisivo no destino da proposta. Durante a mobilização, os sindicatos pretendem cobrar dos senadores uma posição favorável ao fim da escala 6×1 e sensibilizar os parlamentares para o avanço do tema.
A presença de trabalhadores junto ao Congresso Nacional é um instrumento tradicional de pressão do movimento sindical. Vigílias, atos e mobilizações do tipo costumam ser organizados em momentos considerados decisivos para a tramitação de projetos de interesse das categorias.
O que muda com a aprovação
Caso aprovada, a proposta extinguiria a escala 6×1 e alteraria o padrão de jornada e descanso atualmente praticado nesse regime. Para os defensores da mudança, o fim do modelo representaria um ganho nas condições de trabalho e mais tempo livre para os profissionais.
A repercussão da mobilização entre os parlamentares deve ser acompanhada nas próximas horas, assim como o andamento da proposta no Congresso Nacional.
