Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e direcionar recursos para a prevenção, e não para a doença, é mais do que um slogan de campanha: trata-se de uma diretriz de governo defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mensagem resumida na frase “investir no SUS da saúde e não na doença e no negacionismo” sintetiza a orientação da gestão para a área da saúde. O objetivo, segundo essa visão, é priorizar a atenção básica, a promoção da saúde e a prevenção de enfermidades, em vez de concentrar esforços apenas no tratamento de problemas que poderiam ser evitados.

O que está em jogo

Criado pela Constituição de 1988, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, com atendimento universal e gratuito a qualquer cidadão brasileiro. Ao longo dos anos, however, o sistema enfrentou desafios como subfinanciamento, filas de espera e desigualdades regionais no acesso aos serviços.

A crítica ao negacionismo também marca o contraste com o período anterior. Durante a pandemia de covid-19, o país viveu um momento em que a própria eficácia das vacinas e das medidas de proteção foi questionada por autoridades públicas. Para o governo atual, retomar a confiança na ciência e nas instituições de saúde é parte essencial da reconstrução do sistema.

Prevenção como eixo central

Direcionar investimentos para a saúde significa fortalecer as equipes de atenção básica, ampliar a vacinação, melhorar o acompanhamento de doenças crônicas e garantir que o cidadão seja atendido antes que o quadro clínico se agrave. Esse modelo reduz internações, diminui custos para o sistema e melhora a qualidade de vida da população.

Em contraste, um sistema voltado apenas para a doença tenda a operar de forma reativa: atende o paciente quando ele já está doente, muitas vezes em situações de emergência, com maior sofrimento para as pessoas e maior gasto público.

Compromissos com o sistema público

A defesa do SUS aparece como um dos compromissos centrais do governo na área social. A ideia é que o sistema público não seja tratado como alternativa residual para quem não pode pagar planos privados, mas como política de Estado, capaz de oferecer atendimento de qualidade a todos os brasileiros, independentemente da renda.

O desafio, reconhecido inclusive por gestores da área, é converter essa diretriz em resultados concretos: mais recursos, melhor gestão, valorização dos profissionais de saúde e expansão do acesso em regiões historicamente desassistidas.

Ao colocar a saúde — e não a doença — no centro da política pública, o governo Lula busca reafirmar um princípio consolidado na Constituição: a saúde é direito de todos e dever do Estado. O sucesso dessa diretriz, porém, será medido na prática, pela capacidade de transformar o compromisso em atendimento efetivo para a população.