A Polícia Federal apreendeu R$ 2,8 milhões durante o primeiro turno das eleições, em ocorrências registradas em 23 estados e no Distrito Federal. Os principais crimes identificados no período foram a compra de votos e a propaganda eleitoral irregular.

O montante recolhido pela corporação dá a dimensão da fiscalização exercida ao longo do pleito. Somados os 23 estados e o DF, os registros alcançaram 24 das 27 unidades da federação, o que corresponde a praticamente todo o território nacional.

Crimes mais registrados

Entre as infrações apuradas, duas se destacaram: a compra de votos e a propaganda eleitoral irregular. A primeira é caracterizada pela oferta de dinheiro, bens ou vantagens em troca do voto do eleitor, prática tipificada como crime na legislação eleitoral brasileira. Já a propaganda irregular envolve a divulgação de material de campanha fora das regras definidas pela Justiça Eleitoral, seja em relação ao conteúdo, ao período ou ao formato de veiculação.

A compra de votos é apontada como uma das práticas mais sensíveis no período eleitoral, porque interfere na liberdade de escolha do eleitor. A apreensão de valores em dinheiro é justamente um dos instrumentos usados no enfrentamento desse tipo de ilícito, já que o recurso pode ser empregado para remunerar apoios às candidaturas.

A propaganda irregular, por sua vez, pode gerar vantagem indevida para determinadas candidaturas e desequilibrar a disputa, motivo pelo qual costuma ser alvo de fiscalização intensificada durante a campanha e no dia da votação.

Atuação da Polícia Federal

A atuação da Polícia Federal em períodos eleitorais é voltada à prevenção e à repressão de ilícitos que possam comprometer a normalidade do pleito. A corporação responde a ocorrências registradas ao longo da campanha e durante a votação, em articulação com a Justiça Eleitoral.

No primeiro turno, os trabalhos resultaram na apreensão de R$ 2,8 milhões e no registro de ocorrências em quase todos os estados da federação, além do Distrito Federal.

Abrangência dos registros

A distribuição das ocorrências por 23 estados e pelo DF mostra que os problemas identificados não ficaram restritos a uma única região do país. As unidades da federação com registros cobrem diferentes partes do território brasileiro, o que evidencia a abrangência da fiscalização.

O balanço do primeiro turno confirma a compra de votos e a propaganda eleitoral irregular como os principais ilícitos registrados pela Polícia Federal no período, com apreensões que somaram R$ 2,8 milhões em 23 estados e no Distrito Federal.