Os eleitos

Os eleitores da Bahia conheceram neste domingo (4) os nomes que vão integrar a próxima legislatura da Assembleia Legislativa estadual. Foram 63 deputados eleitos no pleito.

A disputa pelo cargo de deputado estadual segue o sistema proporcional, enquanto os cargos executivos são decididos pela regra majoritária — diferença que influencia diretamente quem é eleito ou não.

A deputada Ivana Bastos (PSD) foi a candidata mais votada do estado, com 203.202 votos. Na sequência aparecem Diego Castro (PL), com 160.305 votos, e Rowenna (PT), terceira colocada, com 137.266.

Nos registros apresentados à Justiça Eleitoral, Ivana Bastos — que nasceu em Caetité (BA) e é casada — declarou patrimônio de R$ 7,9 milhões. Diego Castro, por sua vez, é natural de Salvador (BA), é casado e informou bens no valor de R$ 28,8 mil.

Completam a lista de eleitos nomes como Dr. Thiago Gilleno (Republicanos), Denise Menezes (PSD) e Elinaldo (União Brasil).

Abstenção, brancos e nulos

O pleito na Bahia registrou 19,98% de abstenção — o equivalente a cerca de um em cada cinco eleitores —, além de 5,13% de votos em branco e 4,37% de votos nulos.

Como funciona o quociente eleitoral

Uma votação expressiva não garante, por si só, a vaga na Assembleia. Isso ocorre porque a eleição de deputados segue o sistema proporcional, no qual a distribuição das cadeiras depende do quociente eleitoral — índice obtido pela divisão do total de votos válidos pela quantidade de vagas em disputa em cada estado.

Para conquistar um assento, o candidato precisa alcançar votação equivalente a, no mínimo, 10% do quociente eleitoral e estar dentro das vagas a que o partido ou a federação terá direito naquele pleito.

É por isso que um candidato pode receber mais votos do que outro e, ainda assim, não ser eleito: além do desempenho individual, contam o resultado da legenda ou da federação e o número de assentos disponíveis.