O chamado “desafio de sigilos” se transformou no mais recente foco de atrito entre as campanhas de Lula e de Flávio. Os dois lados trocam acusações e defendem versões antagônicas sobre o cumprimento da proposta de abertura dos sigilos, em um impasse que até agora não encontrou solução.

Pedido formalizado no TSE

Do lado petista, a informação é de que o pedido para abrir os sigilos foi formalizado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Lula, a iniciativa prevista no confronto entre as duas campanhas já foi cumprida por meio do registro oficial na corte eleitoral.

A formalização do pedido é apresentada pelo petista como o passo necessário para que a discussão avance. Ao levar a questão ao TSE, a campanha sustenta ter dado o primeiro movimento concreto no chamado “desafio de sigilos”.

Reação dos aliados de Flávio

Entre os aliados de Flávio, o tom é outro. Eles afirmam que os documentos não foram entregues, o que, na avaliação do grupo, descaracteriza o cumprimento do desafio. Para esse lado, o pedido relatado pelo petista não se traduziu na entrega efetiva dos papéis exigidos.

O ponto central da divergência está justamente no que conta como cumprimento da proposta: para um campo, basta a formalização do pedido na Justiça Eleitoral; para o outro, sem a entrega dos documentos, o desafio permanece descumprido.

Impasse sem solução à vista

Enquanto um lado aponta pedido formalizado na Justiça Eleitoral e o outro nega a entrega dos documentos, o impasse permanece. Sem convergência sobre o que foi ou não cumprido, o “desafio de sigilos” segue como mote das acusações cruzadas entre as duas campanhas.

A troca de farpas ocorre de forma pública, com cada campo reiterando a própria versão e questionando a postura do adversário. Até que haja um entendimento sobre a entrega dos documentos e a abertura dos sigilos, o episódio segue alimentando o atrito entre os dois lados.