A campanha do presidente Lula (PT) vai exibir na manhã desta quinta-feira (1º) uma peça eleitoral construída sob o mote “Flávio Bolsonaro, o candidato das milícias”. O alvo é o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista na disputa presidencial de 2026.
O material compila trechos de reportagens que apontam vínculos do candidato do PL com grupos milicianos do Rio de Janeiro e reforça essas ligações durante a exibição. A ação integra uma estratégia deflagrada pela equipe petista ao longo desta semana, com a divulgação de conteúdos que associam o rival a crimes em um momento de acirramento da disputa.
Emendas a miliciano condenado
No centro da peça estão as emendas parlamentares destinadas por Flávio Bolsonaro ao miliciano Robson Calixto, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). A Polícia Federal identifica indícios de desvio de recursos nos repasses enviados pelo parlamentar.
Caso Ana Clara retorna à campanha
Nesta quarta-feira (30), o comitê deu início a publicações que associam Flávio a outro crime até então não explorado na disputa: a morte de Ana Clara, de 5 anos, ocorrida em 2021. Na época, o senador atuava na defesa do policial Bruno Delaroli, acusado pela morte da criança.
Além da peça que retoma reportagens sobre o episódio, a campanha veiculou um depoimento da mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva. “Saber que uma pessoa que concorre à Presidência tá defendendo um monstro, porque pra mim ele é um monstro. Que matou uma criança de 5 anos. É surreal e assustador”, declarou.
“Ele ganhando, perco total esperança de um dia ter a justiça pela minha filha, de ver o assassino pagando pelo que fez”, completou Cristiane no relato divulgado pelo grupo petista.
Os dois materiais fazem parte de uma ofensiva contra o candidato do PL que a campanha de Lula pretende intensificar na reta final do pleito. A estratégia combina o resgate de reportagens publicadas sobre os casos com o depoimento da mãe de Ana Clara.
