Lula (PT) encontrou no Piauí seu maior reduto eleitoral no primeiro turno das Eleições 2026. O presidente alcançou 70,99% dos votos válidos no estado, maior percentual entre todas as unidades da Federação.
O resultado piauiense ficou praticamente equivalente ao melhor desempenho estadual de Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista no segundo turno, registrado em Roraima. Em outros termos, o território onde Lula foi mais forte quase atingiu a marca obtida pelo rival onde ele teve seu melhor resultado.
O percentual apurado leva em conta apenas os votos válidos, desconsiderando brancos, nulos e abstenções, o que permite comparar o desempenho dos candidatos em estados com eleitorados de tamanhos diferentes.
Domínio também nos municípios
A vantagem do presidente vai além da média estadual e aparece com força no recorte municipal: cinco dos dez municípios com maior percentual de votos para Lula no país ficam no Piauí.
No topo do ranking nacional aparece Bonfim do Piauí, onde o petista obteve 88,73% dos votos válidos. Completam a lista das dez primeiras posições Fartura do Piauí, Guaribas, São Braz do Piauí e Campinas do Piauí.
Os números locais chamam atenção pela expressividade: em Bonfim do Piauí, quase nove em cada dez eleitores que compareceram às urnas e votaram de forma válida escolheram o candidato do PT.
Nordeste confirma papel de base eleitoral
O desempenho no estado reforça o padrão desenhado nas urnas neste primeiro turno: o Nordeste se mantém como a principal base territorial da candidatura petista em 2026, e o Piauí aparece como um dos símbolos dessa força regional.
Cenário para o segundo turno
Na etapa decisiva da disputa, Lula tenta sustentar o elevado nível de mobilização verificado na primeira fase, sobretudo nas regiões onde obteve percentuais mais altos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, trabalha para encurtar a distância nos estados em que ficou muito abaixo da média nacional. Roraima, palco de seu melhor resultado estadual, serve de contraponto aos números registrados por Lula no Piauí.
O mapa do segundo turno, portanto, está delimitado: cabe ao petista defender sua fortaleza nordestina, enquanto o candidato do PL busca crescer nos territórios em que o primeiro turno o deixou em posição desfavorável.