A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou R$ 2,69 milhões em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais ao longo do primeiro turno das Eleições 2026. O dado consta na prestação de contas levantada pela reportagem da Jovem Pan, publicada em 22 de outubro de 2026.
Impresso superou o digital
O valor destinado ao impulsionamento ficou abaixo do montante aplicado em material impresso no mesmo período. Segundo os números levantados, a campanha gastou R$ 6,91 milhões com impressos, o que representa cerca de 2,5 vezes o investimento feito na promoção de conteúdo nas plataformas digitais.
A disparidade entre os dois tipos de despesa chamou atenção e se tornou um dos pontos de comparação com o adversário na disputa presidencial.
Comparação com Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro declarou R$ 9 milhões em impulsionamento de conteúdo no primeiro turno, montante consideravelmente superior ao registrado pela campanha petista. Essa diferença foi um dos fatores que levaram o time de Lula a reforçar a estratégia digital de olho no segundo turno da eleição.
Os números indicam que a vantagem do rival não se limitou ao impulsionamento. Lula também declarou R$ 1,55 milhão em despesas de comunicação digital, rubrica distinta daquela voltada à promoção paga de conteúdo nas redes.
Prestação de contas em andamento
Vale destacar que a prestação de contas da campanha ainda estava em processamento quando os valores foram reunidos pela Jovem Pan. Por esse motivo, os totais divulgados poderão sofrer alterações conforme a análise das declarações avance.
O cenário ajuda a explicar o movimento da campanha petista para o segundo turno: depois de destinar mais recursos ao material impresso do que ao impulsionamento no primeiro turno, a estratégia passou a priorizar o ambiente digital, onde o adversário havia investido valores mais altos.
O tema segue em destaque na cobertura das Eleições 2026, que também acompanha desdobramentos como a derrubada, pela Meta, de um vídeo do MC Cabelinho sobre Flávio Bolsonaro, e as discussões sobre o sigilo das prestações de contas dos candidatos à Presidência.