O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, participou de um ato pela democracia realizado em Brasília e fez duras críticas à presença do bolsonarismo no meio evangélico. Diácono na Igreja Batista Cristã de Brasília, Messias falou sobre a influência do movimento nas igrejas e classificou o fenômeno como um “mal” que precisa ser removido.

Crítica ao bolsonarismo nas igrejas

Durante a manifestação, Messias afirmou que a eleição representará uma libertação da Igreja desse “mal instalado em 2018”, em referência ao ano em que Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Segundo o advogado-geral, a aproximação entre o bolsonarismo e os templos religiosos configuraria uma distorção que precisa ser corrigida pelas urnas.

A fala de Messias ganha peso por vir de alguém que acumula duas importantes funções: além de comandar a Advocacia-Geral da União, ele ocupa posição de liderança dentro de uma igreja evangélica na capital federal. Essa dupla condição foi usada por ele para falar sobre o tema de dentro do próprio meio religioso.

Ato pela democracia em Brasília

O evento em que o pronunciamento ocorreu reuniu defensores da democracia na capital federal, em um contexto de debates sobre o papel das instituições e sobre o clima político do país. Messias usou a tribuna para reforçar a tese de que as igrejas não deveriam estar atreladas a um projeto político específico.

A declaração do advogado-geral se soma a um conjunto de manifestações de membros do governo e de lideranças aliadas que criticam a atuação de pastores e fiéis vinculados ao bolsonarismo, especialmente em um momento de disputa eleitoral.

Ao classificar a presença do bolsonarismo nos templos como algo a ser “removido”, Messias sinalizou que espera que o pleito marque uma separação entre a fé e o movimento político encabeçado por Bolsonaro desde 2018.