O economista Adolfo Sachsida, integrante da equipe de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, declarou nesta quinta-feira (8) que empresas estatais como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não passarão por processo de privatização caso o candidato vença a eleição.

A afirmação foi feita por meio de publicação em uma rede social, na qual Sachsida buscou tranquilizar servidores e funcionários das três estatais sobre o futuro das companhias em um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Garantia pública sobre as estatais

“Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada”, afirmou o economista na publicação.

Em seguida, Sachsida reforçou o compromisso da campanha com as companhias estatais. “Nós respeitamos demais a história de vocês. Nosso governo vai fortalecer a gestão das estatais, e elas vão voltar a dar lucro e respeitar o povo brasileiro”, prosseguiu.

As declarações do economista ganham peso no contexto da disputa eleitoral, já que a equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, de perfil liberal, tem defendido a privatização de empresas estatais. A fala de Sachsida, portanto, sinaliza que as três maiores estatais do país estariam fora de qualquer movimento de venda ao setor privado em um eventual governo do candidato do PL.

Disputa no segundo turno

Flávio Bolsonaro concorre à Presidência da República contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno da eleição está marcado para o dia 25 de outubro.

A definição sobre o destino das estatais é um dos temas acompanhados de perto ao longo da campanha, dado o papel estratégico do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal no crédito e no financiamento do país, e da Petrobras no setor de energia. A declaração de Sachsida busca deixar claro que, segundo a campanha, nenhuma dessas três companhias será alvo de privatização em um eventual governo Flávio Bolsonaro.