O PL confirmou neste domingo (4), com o resultado das eleições, sua condição de principal força política na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A sigla elegeu 27 deputados estaduais para o mandato que terá início em 2027 e ampliou sua representação na Casa pelo segundo ciclo eleitoral consecutivo.

A trajetória de crescimento do partido é constante no estado. Em 2022, o PL havia conquistado 19 cadeiras na Casa. Ao longo da legislatura atual, a bancada passou a contar com 21 integrantes e, agora, saltou para 27 assentos — um avanço de oito vagas em relação ao pleito anterior.

Oposição em movimentos distintos

Na oposição, o PT manteve a segunda maior bancada da Alesp, embora tenha encolhido em relação ao atual quadro. A legenda, que hoje dispõe de 17 parlamentares na Casa, elegeu 16 deputados para a próxima legislatura — o que representa a perda de uma cadeira.

Já o PSOL foi a sigla oposicionista que mais expandiu sua presença no estado. O partido praticamente dobrou o número de representantes, saltando dos cinco deputados atuais para nove eleitos.

Base do governador reeleito sai fortalecida

O cenário desenhado nas urnas fortalece a base de sustentação do governador reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Legislativo paulista. Somados, os dez partidos que apoiaram a candidatura à reeleição — PL, PSD, União Brasil, Podemos, PP, Republicanos, MDB, Novo, PRD e PSDB — elegeram 65 dos 94 deputados estaduais que ocuparão a Alesp a partir de 2027.

Com esse desempenho, o Palácio dos Bandeirantes assegura maioria confortável na Assembleia Legislativa para os próximos quatro anos. O bloco de apoio ao governador passa a controlar mais de dois terços das cadeiras da Casa, enquanto as demais legendas dividem o restante dos assentos.

A nova configuração da Alesp, portanto, mantém o PL como maior bancada isolada do Legislativo paulista e desenha um quadro favorável ao Executivo estadual para o início do próximo mandato, em 2027, quando os eleitos tomarão posse.