Eduardo Braga (MDB) e Plinio Valério (PSDB) foram os dois senadores eleitos pelo Amazonas nas eleições de 2026. Com 100% das urnas apuradas neste domingo (4), Braga liderou a disputa com 1.240.471 votos, o equivalente a 32,29% dos votos válidos.

Plinio Valério garantiu a segunda vaga do estado ao receber 948.793 votos (24,70%). O terceiro colocado, Capitão Alberto Neto (PL), somou 909.155 votos (23,66%) e ficou fora da disputa.

Participação no pleito

A votação no Amazonas registrou 20,16% de abstenção, além de 5,13% de votos em branco e 8,82% de votos nulos.

Perfis dos eleitos

Eduardo Braga nasceu em Belém (PA), é casado e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 60,3 milhões. Os suplentes registrados na chapa são Sandra Braga (MDB) e Miguel Biango (MDB).

Plinio Valério é natural de Eirunepé (AM), é viúvo e declarou patrimônio de R$ 3,5 milhões à Justiça Eleitoral. Os suplentes são Kelly Barbosa (PSDB) e Professora Judite (PSDB).

Renovação do Senado

Neste pleito, dois terços da Casa foram renovados, com mandatos de oito anos para os eleitos. Com o fim da apuração, foram definidas 54 das 81 cadeiras do Senado que estavam em disputa, com duas novas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Dos parlamentares que ocupavam o cargo em setembro, 32 tentaram a reeleição. As 27 cadeiras restantes seguem com mandatos em andamento.

Como funciona a eleição para o Senado

Os senadores são escolhidos pelo sistema majoritário e a disputa não tem segundo turno, ao contrário das eleições para presidente e governador: vence o candidato com o maior número de votos. O mandato dura oito anos e cada eleito assume com dois suplentes, que podem ocupar a vaga em casos previstos na legislação. Para concorrer ao cargo, é necessário ter pelo menos 35 anos na data da posse.

Os eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027. Neste pleito, o eleitor também votou para escolher presidente, governador e deputados federais e estaduais.