A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que não localizou publicações com informações falsas apontadas pela campanha de Flávio Bolsonaro no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A conclusão consta de relatório elaborado por determinação do presidente da Corte, ministro Nunes Marques.
De acordo com o documento, a equipe responsável pela verificação não encontrou novas mensagens que reproduzissem os conteúdos já examinados nos autos do processo. A única ressalva registrada no texto diz respeito a vídeos que não chegaram a ser transcritos justamente por causa da urgência da apuração.
“Não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos ressalvando o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos”, aponta o trecho do relatório.
A ressalva técnica, portanto, mantém em aberto a análise de parte do material apontado na denúncia, já que os vídeos citados não foram integralmente examinados.
O que motivou a apuração
A investigação foi motivada por apontamento da campanha de Flávio Bolsonaro, que indicou a existência de informações falsas circulando no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A partir da denúncia, o presidente do tribunal determinou que a equipe técnica examinasse o material e apresentasse um parecer sobre o caso.
O exame integra as ações do tribunal de enfrentamento à desinformação em períodos eleitorais, quando a circulação de conteúdo falso em aplicativos de mensagens é tratada como ameaça ao próprio processo eleitoral.
Preocupação com o segundo turno
Ainda que a checagem não tenha confirmado a presença dos conteúdos citados pela campanha, o chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Frederico Alvim, manifestou preocupação com a possibilidade de disseminação em massa das mensagens às vésperas do segundo turno das eleições.
O alerta foi registrado no mesmo relatório. Na avaliação da área técnica, portanto, o risco eleitoral permanece mesmo diante da ausência de novas publicações localizadas durante a análise do canal.
A proximidade do segundo turno, segundo a assessoria, é um dos fatores que elevam o grau de preocupação, já que o período concentra a decisão dos eleitores e amplia o potencial de impacto de mensagens falsas em larga escala.
Cabe ao tribunal, a partir do documento, definir os encaminhamentos que julgar necessários sobre o caso.
