O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta, empresa controladora das redes Facebook e Instagram, apresente um relatório técnico sobre o funcionamento do canal batizado de “Exército do Lula”. O prazo concedido para a resposta foi de 24 horas.

Relatório técnico solicitado

A solicitação foi formalizada diretamente pela Presidência da Corte Eleitoral, que pediu à plataforma esclarecimentos sobre as características e a operação do canal que carrega o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento deverá detalhar ao tribunal como o perfil funciona dentro do ecossistema mantido pela companhia.

A exigência de resposta em um dia reflete o caráter urgente que o TSE atribui ao caso. A medida integra o acompanhamento que a Corte Eleitoral realiza sobre o ambiente digital, especialmente em um cenário no qual a circulação de conteúdo nas grandes plataformas de internet tem impacto direto no debate público e no processo eleitoral brasileiro.

Diálogo entre Justiça Eleitoral e plataformas

A relação entre o TSE e as grandes empresas de tecnologia tem sido marcada por pedidos recorrentes de informações e prestações de contas. Ministros da Corte têm cobrado das plataformas mecanismos mais eficientes de transparência e resposta rápida, sob o argumento de que a lentidão das redes em lidar com conteúdos problemáticos pode comprometer a integridade das disputas eleitorais.

No caso específico do canal “Exército do Lula”, o tribunal busca entender, com base nas informações técnicas que a própria Meta detém, como o perfil se estrutura e opera. Cabe à empresa esclarecer os pontos apontados pelo ministro Nunes Marques dentro do prazo estabelecido.

Próximos passos

Cumprido o prazo de 24 horas, o relatório apresentado pela Meta será examinado pela Presidência do TSE, que poderá adotar as providências que julgar necessárias a partir das respostas recebidas. Até o fechamento desta reportagem, a empresa não havia divulgado publicamente o teor de sua manifestação ao tribunal.

O caso segue em acompanhamento pela Justiça Eleitoral, que mantém atenção sobre o comportamento de perfis e canais com nomes vinculados a figuras políticas nas plataformas digitais.