Integrantes da campanha de Lula (PT) demonstraram entusiasmo com os levantamentos internos do partido realizados nos últimos dois dias. De acordo com membros da sigla, os dados indicam uma tendência de virada do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do segundo turno.
Os trackings são sondagens internas dos partidos, usadas para orientar as estratégias dos candidatos. Como não são registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esses levantamentos não possuem o rigor metodológico de uma pesquisa oficial e estão mais sujeitos a erros.
Mesmo com essas ressalvas, o tracking mais recente do PT aponta uma pequena vantagem de Lula em relação a Flávio Bolsonaro.
Alegria na campanha petista
Nesta quinta-feira, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, um dos coordenadores da campanha de Lula, celebrou os números internos.
“Pela primeira vez, os nossos trackings apontam Lula à frente de Flávio neste segundo turno”, escreveu o governador nas redes sociais. “Que alegria ver que essas mobilizações nas ruas e nas redes sociais, em todo o país, estão promovendo essa virada histórica. Estamos nas últimas 72 horas e vamos intensificar ainda mais as movimentações para buscar uma vitória superior à de 2022”, declarou.
Outro integrante da campanha confirmou os dados, mas fez uma ressalva: “Tracking não ganha eleição. É importante continuar a mobilização”.
Pesquisa registrada aponta empate técnico
Diferentemente dos trackings, a pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira, indica estabilidade na reta final do segundo turno entre os dois candidatos.
A três dias da eleição, Flávio Bolsonaro aparece com 51% das intenções de voto, contra 49% de Lula, considerando apenas os votos válidos.
Como a margem de erro é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. O levantamento ouviu 4 mil eleitores por telefone, entre 19 e 20 de outubro, e foi registrado no TSE sob o protocolo BR-07926/2026.
Comparação com levantamento anterior
A sondagem anterior, divulgada na segunda-feira, 19, mostrava vantagem de quatro pontos percentuais (52% a 48%) para o senador do PL, nos votos válidos.
Naquela ocasião, o levantamento captou parte do impacto da entrevista da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que chamou Lula de mentiroso e mencionou a possibilidade de firmar uma delação premiada.
Porém, a pesquisa anterior não conseguiu mensurar o efeito do acirrado debate da Band entre os dois candidatos, realizado na noite de domingo, 18.
Segundo o instituto, o levantamento atual já incorpora, além do debate e da entrevista de Roberta Luchsinger, a onda de propagandas negativas de Lula contra Flávio nas redes sociais e o envio de mensagens em massa pelo governo federal, via WhatsApp, a beneficiários de programas sociais.