Rede estadual inicia 2027 com mais da metade das unidades no programa
A rede estadual de ensino de São Paulo começará 2027 com mais da metade de suas unidades no Programa de Ensino Integral (PEI). Segundo a Secretaria de Educação do estado (Seduc), 51% das escolas farão parte do modelo, que prevê jornada de até nove horas diárias e três refeições por dia. A projeção é que 1,2 milhão de estudantes sejam atendidos pela modalidade.
Com a expansão, o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que cumprirá, com três anos de antecedência, duas diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE) previstas para 2030. As metas determinam ao menos 50% das escolas em tempo integral e 40% das matrículas em jornada expandida — índice superior à meta nacional, fixada em 35%.
Novas unidades em todas as regiões do estado
Integram o movimento de ampliação as escolas construídas pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e pela parceria público-privada Novas Escolas. As unidades estão distribuídas pela capital, pela região metropolitana, pelo interior e pelo litoral paulista.
Na zona leste da capital, a escola estadual Professora Maria de Lourdes Rosário Negreiros figura entre as unidades que já aderiram ao PEI. Na instituição, os alunos participam de atividades práticas, como o cultivo de uma horta.
Programa criado em 2012 ganhou escala nos governos seguintes
O PEI foi criado em 2012, durante o governo Geraldo Alckmin (PSDB), e foi ampliado nas gestões que o sucederam, sobretudo na administração de João Doria (PSDB). De acordo com a Seduc, de 2022 até hoje o programa cresceu 28% no número de unidades e 47% no total de estudantes atendidos.
A pasta da educação no estado é comandada pelo secretário Renato Feder.
Os números integram o balanço divulgado pela secretaria sobre a evolução do ensino integral na rede paulista.
Com a nova etapa, o estado projeta consolidar o modelo de jornada expandida antes do prazo estabelecido pelo plano nacional, que define as metas educacionais a serem cumpridas até o fim da década.
