O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, deverá entrar de férias a partir da próxima segunda-feira (12) para se dedicar à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ideia é que o publicitário reforce a equipe de comunicação do petista nos dias que restam até o segundo turno.
A movimentação acontece a 15 dias da decisão e vem logo depois de uma mudança no comando da campanha de Lula. Políticos do Nordeste assumiram a condução da disputa, e a área de comunicação passou a ficar sob responsabilidade de Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí.
Críticas à condução da campanha
Sidônio tem sido alvo de críticas por direcionar a disputa para temas como a defesa da soberania e das terras raras, em vez de pautas que afetam o dia a dia do eleitor. O próprio presidente chegou a afirmar que se trata da campanha mais desorganizada que ele já fez.
Diante do cenário, o ministro foi pressionado a tirar férias para se dedicar integralmente à disputa eleitoral e se afastar da Secom durante esse período.
Experiência eleitoral e núcleo de decisões
Em 2022, Sidônio foi o marqueteiro responsável por conduzir Lula à conquista do terceiro mandato na Presidência da República.
Embora ainda não ocupe um posto formal na campanha, o publicitário integra uma espécie de núcleo dirigente que auxilia o presidente a definir as principais estratégias da disputa. Fazem parte do grupo Edinho, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL) e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Sidônio também é sócio de Raul Rabello, marqueteiro da campanha.
Aposta no Nordeste
A troca da coordenação por nomes do Nordeste está ligada a uma estratégia de ampliar a votação de Lula na região. Entre os petistas, prevalece o diagnóstico de que o Nordeste é o território em que o presidente tem maior capacidade de somar votos e reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral.
