A propaganda eleitoral no rádio voltou ao ar nesta sexta-feira (9), dando início à disputa de inserções para o 2º turno. Com estilos bem distintos, os dois campos apresentaram ao eleitorado leituras opostas do momento político vivido pelo país.

Campanha do PL fala em mudança já consolidada

O programa de Flávio Bolsonaro (PL) sustentou que uma transformação já está em curso no Brasil e que o segundo turno representa a etapa final para confirmar esse resultado. Segundo o candidato, o primeiro turno teria definido a preferência do eleitorado.

“No 1º turno, o Brasil já decidiu, votou na mudança, e a mudança é muito maior do que eu. Vocês escolheram um novo Brasil. E agora, no 2º turno, o Brasil não está mais dividido”, afirmou Flávio Bolsonaro em trecho do programa veiculado no rádio.

A peça também recorreu a vozes de nomes vencidos na disputa do 1º turno. A campanha exibiu declarações de Ronaldo Caiado (PSD) e de Romeu Zema (NOVO), ambos derrotados em outubro e posicionados a favor do candidato do PL na etapa final do pleito.

Outro rosto presente no material foi o do governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em trecho exibido pela campanha, Tarcísio afirmou que “São Paulo será decisivo para eleger” Flávio Bolsonaro, reforçando o peso do maior colégio eleitoral do país no desfecho da disputa.

Lula coloca disputa como escolha entre democracia e barbárie

No campo adversário, Lula (PT) apresentou o segundo turno como uma nova eleição, na qual os brasileiros terão de decidir entre dois caminhos: o fortalecimento da democracia ou a barbárie. Para o petista, a votação que se aproxima coloca em pauta o futuro das instituições do país.

Ao longo do programa, o candidato procurou transformar o pleito em um referendo sobre o rumo político do Brasil, contrapondo sua leitura do momento à mensagem de vitória consolidada defendida pela campanha do PL.

Com a retomada das inserções no rádio, as duas campanhas passam a disputar diretamente a atenção do eleitorado na reta final do 2º turno, cada uma com uma narrativa própria sobre o que está em jogo nas urnas.