A Polícia Federal não deve mais encerrar em setembro o primeiro inquérito do caso Banco Master, conhecido como inquérito-mãe. O procedimento concentra as apurações sobre as fraudes bancárias atribuídas a Daniel Vorcaro, dono da instituição. O plano original da corporação era concluir a etapa até o fim do mês, mas a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou o caso e obrigou a PF a mudar de planos.

Prazo muda e conclusão fica para depois das eleições

Com o impasse no STF, tudo indica que o fechamento do inquérito ficará para depois das eleições. O atraso compromete o andamento das outras etapas do caso, que dependem da conclusão dessa primeira fase para avançar.

No início dos trabalhos, os investigadores avaliavam que seria possível encerrar o inquérito entre agosto e setembro. A avaliação se apoiava em um ponto central: as fraudes bancárias praticadas pelo Banco Master na tentativa de venda da instituição para o BRB, o banco público de Brasília, já estariam comprovadas.

A tentativa de venda ao banco público de Brasília é o fio condutor dessa primeira apuração. Foi em torno dessa operação que as fraudes atribuídas ao Banco Master foram identificadas e passaram a ser investigadas pela PF.

Primeira fase deve pedir indiciamentos

Nessa etapa inicial, a Polícia Federal vai pedir o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e alvo central das apurações sobre as fraudes bancárias.

Também deve entrar no pedido o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. O banco público de Brasília aparece no caso por ter sido o destino pretendido na tentativa de venda do Master.

Completam a lista os servidores do Banco Central que, segundo a investigação, ajudaram o dono do Master com informações privilegiadas. Os indiciamentos fazem parte do desenho planejado pela PF para a primeira fase do inquérito-mãe.

Por que o inquérito-mãe é importante

O inquérito-mãe funciona como o procedimento central das apurações envolvendo o Banco Master. As demais frentes do caso se desdobram a partir dele, o que explica a preocupação com o atraso na sua conclusão.

Enquanto a crise no STF mantiver o caso paralisado, as investigações das outras etapas seguem comprometidas. Tudo indica, portanto, que o primeiro inquérito do caso Banco Master só será concluído após o pleito.