A Polícia Federal informou ter localizado, durante investigação que envolve o empresário Willer Tomaz, uma sala secreta no interior de um hangar atribuído a ele. Segundo a corporação, o ambiente escondia uma máquina de contar dinheiro, achado que foi registrados em imagens divulgadas a partir dos trabalhos da apuração.

Sala oculta chama atenção dos investigadores

De acordo com a PF, o espaço teria características de área reservada, o que reforçou o interesse dos agentes em documentar o que havia no local. A presença de equipamento destinado à contagem de cédulas em um hangar é um dos pontos que chamou a atenção da equipe responsável pela diligência, conforme revelado pela própria instituição ao apresentar o caso.

As imagens vinculadas à operação mostram o ambiente descrito pela Polícia Federal como sala secreta, além do equipamento de contagem encontrado no interior do hangar. O material foi disponibilizado como parte do registro oficial das diligências realizadas no âmbito do inquérito.

Defesa apresenta versão das empresas de transporte de valores

A defesa de Willer Tomaz, por sua vez, apresentou outra interpretação para o achado. Segundo os advogados, o espaço não tinha qualquer caráter oculto ligado a irregularidades: o ambiente, afirmam, era utilizado por empresas do setor de transporte de valores, atividade que naturalmente envolve o manuseio e a contagem de grandes volumes de dinheiro.

Para a defesa, portanto, a existência de uma máquina de contar cédulas no local seria compatível com a rotina operacional das companhias de segurança que transportam numerário, e não com qualquer prática ilícita. Esse é o argumento apresentado para afastar a leitura feita pela Polícia Federal sobre o achado.

Investigação segue em andamento

O caso segue sob apuração. A divergência entre a leitura feita pela Polícia Federal e a versão apresentada pela defesa deve ser analisada no curso do inquérito, que continuará a reunir elementos sobre a função do hangar e do equipamento encontrado.

Até o momento, a PF não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo da sala além do que foi mostrado nas imagens, e a defesa mantém a versão de que o espaço servia legitimamente a empresas de transporte de valores. Novas informações tendem a ser conhecidas à medida que a investigação avançar.