O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja promover, na próxima semana, um ato no Palácio do Planalto para celebrar o fim da escala 6×1. A cerimônia está prevista para ocorrer logo depois da votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema no Senado.
Conforme o planejamento em curso no governo, o evento deve reunir o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, parlamentares e trabalhadores. A intenção é transformar a conclusão da votação em um momento de celebração oficial, reunindo em um mesmo espaço as lideranças envolvidas na tramitação da matéria e os principais interessados na mudança.
Marcação política
A escolha do Planalto como palco mostra a disposição do governo de se associar ao desfecho da discussão. A presença de Alcolumbre, que preside o Senado, confere ao ato um caráter institucional e evidencia a articulação entre Executivo e Legislativo em torno do resultado. Parlamentares também integram a lista de convidados da cerimônia.
O que é a escala 6×1
A escala 6×1 é o regime em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de serviço e tem apenas um dia de descanso por semana. O fim desse modelo foi tratado, ao longo da tramitação, como uma das alterações mais relevantes em debate no Congresso sobre jornadas de trabalho, e a votação no Senado representou um passo decisivo do processo.
Próximos passos
Com a etapa do Senado encaminhada, a proposta ainda precisa seguir o curso normal de tramitação no Congresso Nacional até que eventuais mudanças na jornada passem a valer. Enquanto isso, o governo encara a conclusão da votação como um marco a ser destacado publicamente.
A data exata do encontro ainda depende da conclusão dos trabalhos legislativos, mas a expectativa é de que o ato aconteça na semana seguinte à votação. A ideia é reunir autoridades e trabalhadores num mesmo palco, transformando o fim da escala 6×1 em celebração oficial do governo federal.
A participação de trabalhadores no ato tende a ser um dos pontos mais comentados da cerimônia. O convite a representantes da categoria indica que o governo busca ligar o resultado da votação às demandas de quem atua sob o regime que será extinto.