A chancelaria da Palestina criticou duramente o governo da Colômbia após a inauguração da nova embaixada colombiana em Jerusalém, realizada nesta quarta-feira (14). Em nota, o Ministério das Relações Exteriores palestino classificou a medida como uma violação flagrante das normas internacionais.

Reação palestina

Para o ministério palestino, a decisão de instalar a representação diplomática em Jerusalém contraria as resoluções da comunidade internacional sobre o status da cidade, cuja soberania é objeto de disputa entre israelenses e palestinos. A chancelaria afirmou que a medida contraria o direito internacional e as decisões adotadas por organismos multilaterais.

O governo palestino defende que o status final de Jerusalém deve ser definido em negociações de paz, e considera que a transferência de representações diplomáticas para a cidade representa um reconhecimento unilateral de reivindicações israelenses sobre o território.

Contexto da disputa

Jerusalém ocupa posição central no conflito israelo-palestino. Israel considera a cidade sua capital indivisível, enquanto os palestinos reivindicam a parte oriental do território como capital de um futuro Estado. A maior parte da comunidade internacional não reconhece a soberania israelense sobre toda a cidade e mantém suas embaixadas em Tel Aviv.

A decisão da Colômbia se insere em um grupo de países que passaram a transferir ou anunciar a transferência de suas representações diplomáticas para Jerusalém, movimento que costuma gerar reações críticas de autoridades palestinas e de parte da comunidade internacional.

Diplomacia em debate

A inauguração da embaixada colombiana ocorre em um momento de alta tensão na região, com o tema do reconhecimento internacional de Jerusalém como capital seguindo entre os mais sensíveis da agenda diplomática do Oriente Médio.

Até o momento da publicação desta matéria, não havia registro de pronunciamento público do governo colombiano respondendo às críticas da chancelaria palestina. A controvérsia deve seguir mobilizando a diplomacia dos dois países nos próximos dias, em um contexto no qual mudanças de representações diplomáticas em Jerusalém historicamente provocam desdobramentos políticos e retaliações simbólicas por parte de atores ligados à causa palestina.