Petição foi protocolada na noite desta quinta-feira (22)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou, na noite desta quinta-feira (22), uma nova petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No documento, o pedido é para que o próprio tribunal requisite o levantamento de sigilos, no contexto das disputas eleitorais em curso.

Para sustentar o pedido, a campanha petista lançou mão de uma expressão que ficou associada ao senador Flávio Bolsonaro: “Quem não deve, não recorta”. A frase foi usada como argumento central da petição, no sentido de que quem não tem nada a esconder não teria motivo para resistir à quebra de sigilos.

Estratégia da campanha

A utilização de uma frase atribuída a um nome do bolsonarismo chama atenção e faz parte da estratégia de comunicação da campanha de Lula. Ao apropriar-se de uma expressão cunhada pelo próprio campo oposicionista, o petista busca inverter o argumento e pressionar pela transparência de informações financeiras e fiscais.

O protocolo na noite desta quinta-feira (22) representa mais um movimento da campanha petista na Justiça Eleitoral. O TSE é a instância responsável por julgar questionamentos relacionados às eleições e pode determinar o acesso a dados protegidos por sigilo quando entender que há amparo legal para isso.

Próximos passos

Com a petição protocolada, o pedido agora segue para análise do Tribunal Superior Eleitoral. Cabe aos ministros da corte avaliar se o requerimento da campanha de Lula procede e se o levantamento dos sigilos deve ser determinado.

Até o fechamento desta reportagem, não havia manifestação do TSE sobre o pedido nem posicionamento público da defesa do lado adverso a respeito da petição apresentada pela campanha do presidente. O portal Último Post acompanha o caso e trará atualizações assim que houver novos desdobramentos na Justiça Eleitoral.