O advogado Max Telesca fez duras críticas às decisões proferidas pelo ministro Nunes Marques durante o segundo turno. Segundo ele, as decisões carregam “forte teor político-partidário”, o que, na avaliação do jurista, compromete a imagem do Poder Judiciário brasileiro.
A avaliação foi sintetizada em uma expressão contundente: para Telesca, o Judiciário está “contaminado”. O termo escolhido pelo advogado traduz sua percepção de que fatores alheios à técnica jurídica estariam influenciando os rumos da corte justamente em um período de intensa disputa política.
Crítica ao padrão de decisões no 2º turno
O alvo das críticas é o conjunto de decisões assinadas por Nunes Marques ao longo do segundo turno. Na leitura de Telesca, essas decisões não estariam pautadas exclusivamente por critérios jurídicos, mas também por considerações de ordem político-partidária — o que, para ele, configuraria um desvio grave para um integrante da mais alta corte do país.
Ao falar em “decisões”, no plural, o advogado indica que enxerga um padrão de conduta, e não um episódio isolado, na atuação do ministro durante a fase final da disputa eleitoral.
Defesa de revisão profunda do Judiciário
Diante desse quadro, Telesca defende uma revisão profunda do Poder Judiciário. Na argumentação do advogado, não se trata de ajustes pontuais ou de correções isoladas, mas de uma reformulação ampla, capaz de devolver à instituição os critérios de impessoalidade e de neutralidade esperados de quem julga.
Ao lado da proposta de revisão, o advogado lançou um alerta sobre as consequências da inércia: sem essa mudança, o Judiciário correria o risco de perder credibilidade perante a sociedade. Para Telesca, a confiança pública é o fundamento que sustenta a autoridade das decisões judiciais, e sua erosão representaria um custo institucional relevante.
Alerta em contexto eleitoral
A crítica ganha contornos adicionais por se referir a decisões tomadas no segundo turno, etapa em que a atuação das cortes costuma ser examinada com atenção redobrada por toda a sociedade. É nesse cenário que Telesca identifica os sinais de “forte teor político-partidário” que, segundo ele, contaminam o Judiciário.
Com o posicionamento, Telesca reforça a cobrança por uma postura judicial aderente ao papel constitucional de julgar sem influências externas. A revisão profunda que defende é apresentada, pelo advogado, como condição para preservar a credibilidade da instituição — sob pena de que a desconfiança se instale de forma permanente entre os cidadãos.
