A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 14 de outubro, também mediu a rejeição dos dois candidatos à Presidência no cenário de segundo turno. De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro (PL), enquanto 53% dizem o mesmo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os dois nomes aparecem, portanto, em patamares de rejeição praticamente equivalentes. A diferença entre eles é de apenas um ponto percentual, intervalo inferior à margem de erro do próprio estudo, estabelecida em dois pontos para mais ou para menos.

A rejeição é um dos indicadores tradicionalmente acompanhados em levantamentos eleitorais. O dado mostra o percentual de eleitores que descartam, neste momento, a possibilidade de voto em determinado candidato, independentemente do nome que venham a apoiar no conjunto da disputa.

Intenção de voto no segundo turno

No recorte de intenção de voto, o levantamento aponta que 46% dos entrevistados afirmam que votariam em Flávio, ante 44% que escolheriam Lula. Apenas 1% dos eleitores declararam estar indecisos, e 9% afirmaram que pretendem votar em branco.

Os percentuais dos dois candidatos somam 90% das respostas. Os 10% restantes se dividem entre os indecisos e os eleitores que pretendem anular o voto. A distância de dois pontos entre Flávio e Lula coincide com a margem de erro do levantamento, cenário que costuma ser tratado como empate técnico na leitura de pesquisas eleitorais.

Quando os dois indicadores são colocados lado a lado, o levantamento mostra um quadro simétrico: enquanto Flávio aparece à frente por dois pontos na intenção de voto, ele também registra um ponto a mais em rejeição. Os dois candidatos, portanto, chegam ao segundo turno com níveis semelhantes tanto de apoio quanto de resistência entre os eleitores ouvidos.

Ficha técnica

O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08729/2026. Foram ouvidos 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Os números consolidam o quadro de disputa acirrada no segundo turno, com rejeições em patamares elevados e próximos dos dois lados e intenção de voto sem diferença expressiva entre os candidatos, além de uma parcela de eleitores dividida entre a indecisão e a intenção de voto em branco.