Nas eleições deste domingo (4), o eleitorado paulista elegeu seis nomes com passagem pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo. O grupo passará a ocupar cadeiras em três esferas: o Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Compõem a lista Guilherme Derrite (PP), eleito para o Senado, os futuros deputados federais Coronel Telhada (PP) e Sargento Nantes (PP), além dos deputados estaduais Coronel Paganotto (PL), Conte Lopes (PL) e Capitão Telhadinha (PP).
Trajetórias na corporação
Ex-capitão da Rota, Derrite integrou a unidade entre 2010 e 2013 e construiu, ao longo da trajetória, fama de policial linha-dura. Ele e o Coronel Telhada chegaram a participar, em outubro de 2023, de um evento da própria tropa.
Telhada foi quem alcançou o posto mais alto da corporação entre os eleitos: comandou a Rota como comandante-geral de 2009 a 2011. Na sequência, foi transferido para a reserva da PM ao completar 30 anos de serviço.
Estreante na política, Paganotto ganhou notoriedade ao relatar histórias de sua passagem pela Rota e pelo Gradi (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância), setor extinto da PM que recrutava presos para se infiltrar em operações contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Nantes, vereador na capital paulista, exerceu a função de comandante de equipe em um pelotão da tropa. Conte Lopes e Telhadinha, filho do Coronel Telhada, também atuaram como capitães na corporação.
Perfil linha-dura
Criada no período da ditadura militar, a Rota é conhecida pela atuação linha-dura e, em algumas ocasiões, é alvo de acusações de excessos na repressão ao crime.
A presença de seis egressos da tropa entre os eleitos paulistas reforça a projeção conquistada pelos policiais a partir do perfil de endurecimento no combate ao crime e das histórias de atuação na corporação. Com o resultado, a unidade passa a ter representantes simultâneos no Senado, na Câmara Federal e na Assembleia paulista.
