O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser o único candidato “antissistema” na disputa pela Presidência da República e declarou que carrega nas costas a “promiscuidade” existente no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações marcam a disputa do segundo turno da eleição presidencial, na qual o petista enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).

Autodeclaração antissistema

Ao se rotular como “antissistema”, o presidente procurou se diferenciar dos demais concorrentes ao cargo máximo do Poder Executivo. Na avaliação dele, nenhum outro nome na disputa pode receber essa classificação. A fala se soma ao conjunto de posições adotadas pelo petista durante a campanha pelo segundo turno, etapa final da corrida eleitoral.

Críticas ao STF

Além de se apresentar como contrário ao sistema, o presidente dirigiu críticas ao Supremo Tribunal Federal. Ao dizer que carrega nas costas a “promiscuidade” na Corte, Lula se colocou na condição de quem suporta um problema atribuído à instituição. O uso do termo chamou a atenção por se tratar de uma crítica direta à mais alta instância do Judiciário brasileiro, feita pelo próprio chefe do Executivo.

Defesa de reforma no Judiciário

No mesmo sentido, o presidente defendeu a necessidade de uma reforma no sistema judiciário. Na avaliação dele, além da reformulação mais ampla do setor, é preciso definir uma nova forma de escolha dos ministros que compõem o STF. Não foram detalhadas, no entanto, as características desse novo modelo de seleção nem o formato da reforma defendida pelo petista.

Segundo turno contra Flávio Bolsonaro

As declarações ocorrem em um momento decisivo da eleição presidencial. Lula vai disputar o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), em disputa que definirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto. A reta final da campanha deve concentrar o embate entre os dois candidatos, que buscam convencer o eleitorado sobre suas visões para o país.

A fala do presidente sobre o STF e a defesa de uma reforma no Judiciário se somam aos temas em discussão na etapa final da disputa. O resultado do segundo turno definirá quem ocupará o cargo máximo do Executivo brasileiro.