O escritor Paulo Coelho e o ex-jogador de futebol Raí aderiram a um movimento em defesa dos direitos LGBTQIA+ que tem como objetivo barrar a volta da família Bolsonaro ao poder. A informação foi divulgada nesta semana e ganhou repercussão entre grupos que atuam na defesa de causas de diversidade no país.
Iniciativa articulada por Fernando Grostein Andrade
A mobilização é articulada por Fernando Grostein Andrade, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não — na verdade, Grostein Andrade é conhecido por seu trabalho como cineasta e ativista, e é ele quem conduz a articulação do movimento. A iniciativa reúne artistas e familiares em torno de uma pauta comum: a defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e a oposição ao retorno do clã Bolsonaro ao comando do Executivo.
Segundo a divulgação, o grupo busca unir nomes de diferentes áreas — da literatura ao esporte, passando pela música e pelo audiovisual — para dar visibilidade à causa. A adesão de figuras com grande alcance público, como Paulo Coelho, um dos autores brasileiros mais lidos no mundo, e Raí, ídolo do futebol brasileiro e respeitado por seu histórico de posicionamentos sociais, é apontada como um reforço importante para a campanha.
Contra a volta do clã Bolsonaro
O movimento surge em um cenário de intensa disputa política, no qual setores da sociedade civil organizam frentes para tentar impedir que membros da família Bolsonaro voltem a ocupar cargos de poder. A pauta dos direitos LGBTQIA+ aparece como um dos eixos centrais da mobilização, em razão do histórico de tensões entre o grupo político liderado por Jair Bolsonaro e as bandeiras de diversidade.
Ao reunir artistas e familiares em uma mesma frente, a articulação de Fernando Grostein Andrade aposta na força da mobilização cultural e no engajamento de personalidades para ampliar o alcance da mensagem. A expectativa é de que novos nomes se juntem ao movimento nos próximos dias, ampliando a rede de apoio à causa.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre ações práticas da campanha, como eventos públicos, manifestos ou peças de comunicação. A adesão de Paulo Coelho e Raí, porém, já é tratada pelos organizadores como um sinal de que o movimento tende a crescer e a ocupar mais espaço no debate público brasileiro.
