Mais de 574 mil eleitores brasileiros que vivem no exterior deixaram de votar no primeiro turno das eleições deste ano. O número corresponde à maior abstenção registrada entre votantes fora do país desde as eleições de 2010.
O volume de ausências chama atenção porque supera o verificado em todos os pleitos realizados desde então. Em outros termos, nenhuma eleição dos últimos ciclos havia registrado tantas ausências entre os brasileiros aptos a votar e residentes fora do território nacional.
Maior marca em mais de uma década
A comparação com os pleitos anteriores ajuda a dimensionar o dado. Desde 2010, o país atravessou diversos ciclos eleitorais e, em todos eles, o comparecimento dos brasileiros no exterior foi maior do que o observado agora na primeira etapa da disputa. A marca atual, portanto, representa o pior índice de participação dessa parcela do eleitorado em mais de uma década.
A abstenção corresponde, na prática, ao eleitor que está apto a votar, mas não comparece no dia da eleição. No caso dos brasileiros que moram em outros países, o voto é realizado em seções eleitorais instaladas em embaixadas e consulados, o que exige deslocamento até os postos de votação no exterior.
Eleitores brasileiros fora do país
O eleitorado espalhado pelo mundo acompanha as disputas brasileiras mesmo distante do território nacional. Quando o comparecimento não ocorre, esses cidadãos entram na estatística de abstenção, como aconteceu com os mais de 574 mil que não foram votar no primeiro turno deste ano.
Vale destacar que o dado se refere especificamente ao primeiro turno. O número, portanto, retrata o cenário da primeira etapa das eleições, na qual os eleitores residentes em outros países tiveram a oportunidade de comparecer às seções instaladas em representações brasileiras pelo mundo.
Participação abaixo dos ciclos anteriores
Com o resultado, o comparecimento dos brasileiros que vivem fora do país no primeiro turno deste ano ficou abaixo do registrado em todas as eleições desde 2010. Os mais de 574 mil ausentes se tornam, assim, a referência mais alta de abstenção externa em mais de uma década de eleições no Brasil.