Quirguistão, Uzbequistão e Mongólia reforçaram as medidas de controle em suas fronteiras com a Rússia após a morte de uma pesquisadora em um laboratório no país e diante do receio de que a peste pneumônica se espalhe para além do território russo.

Segundo a agência IRNA, o governo de Moscou anunciou que a pesquisadora Daria Shipilova não morreu de peste bubônica, mas vítima de um tipo de “pneumonia desconhecida”. Mesmo com o esclarecimento, a crescente preocupação com a saúde pública levou os países vizinhos a intensificar os esforços de investigação e a adotar um monitoramento mais cuidadoso de suas fronteiras.

O óbito levou as autoridades russas a colocar pelo menos uma unidade médica em quarentena e cerca de 200 pessoas sob observação médica.

Vigilância sanitária reforçada

O Quirguistão foi o primeiro país da Ásia Central a ordenar o reforço dos controles sanitários em todas as suas passagens de fronteira, após os relatos de casos de peste. O Uzbequistão também anunciou “medidas para prevenir a entrada e a propagação de infecções altamente perigosas”.

No Cazaquistão, o Ministério da Saúde implementou ações preventivas e intensificou os controles sanitários e de quarentena ao longo de sua fronteira com o território russo. A Mongólia, por sua vez, colocou suas áreas fronteiriças em alerta máximo.

Comunidade internacional acompanha o caso

Para além da região, os Estados Unidos anunciaram que monitoram a situação do surto de peste. A Comissão Europeia, segundo a Euronews, afirmou acompanhar “muito de perto” o suposto surto de peste pneumônica na Sibéria e disse estar pronta para coordenar uma resposta entre os Estados-membros do bloco, caso seja necessário.

Embora Moscou descarte a peste bubônica como causa da morte, a suspeita de peste pneumônica segue no centro das preocupações. Governos e organismos internacionais acompanham os desdobramentos das investigações sobre o caso, com as medidas de contenção já adotadas na Ásia Central.