As campanhas das eleições de 2026 já declararam R$ 289 milhões em gastos com a Meta, empresa controladora do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. O montante é recorde no período e representa mais que o dobro do total investido junto à companhia nas disputas de 2022.
O valor consolidado até agora chama atenção por ter sido alcançado antes mesmo da realização do pleito, previsto para outubro de 2026. A tendência é que os números sigam em atualização à medida que a corrida eleitoral avançar e novas despesas forem registradas.
Mais que o dobro do ciclo anterior
A comparação com o ciclo eleitoral anterior evidencia a velocidade da expansão. Como o total de 2026 supera em mais que o dobro o valor de quatro anos atrás, o montante declarado em 2022 ficou abaixo da metade dos R$ 289 milhões contabilizados agora.
O salto reforça o peso das plataformas digitais no orçamento das candidaturas. Em poucos ciclos, a presença nas redes sociais deixou de ser acessório e passou a ocupar espaço central nas estratégias de comunicação política, o que se reflete diretamente nos números declarados.
O papel da Meta nas eleições
A Meta concentra algumas das principais plataformas digitais usadas na comunicação entre candidaturas e eleitores. O Facebook e o Instagram são canais tradicionais de veiculação de conteúdo eleitoral, enquanto o WhatsApp se consolidou como ferramenta de articulação e mobilização. Despesas com esses serviços, portanto, compõem uma fatia relevante dos custos de campanha no ambiente digital.
O crescimento dos gastos com a empresa acompanha um movimento mais amplo: a migração do debate político para os meios digitais. Candidatos e partidos passaram a destinar recursos crescentes à internet, em substituição parcial a formatos tradicionais de propaganda, como televisão e impressos.
Próximos passos
Com a campanha ainda em curso, o montante declarado pode aumentar substancialmente até a véspera do pleito. Se o ritmo de desembolso se mantiver, o ciclo de 2026 tende a consolidar um novo patamar de investimento das candidaturas brasileiras nas plataformas da Meta.
Os números já disponíveis, no entanto, bastam para apontar uma direção: nunca se gastou tanto com a empresa em um mesmo ciclo eleitoral, e a distância em relação a 2022 já é expressiva.
