Um terremoto de magnitude 7 atingiu o Tibete, região localizada no sudoeste da China. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (22/10) pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), órgão considerado uma das principais referências internacionais no monitoramento de abalos sísmicos.

Confirmação por órgão internacional

O USGS é uma agência científica vinculada ao governo dos Estados Unidos e atua no registro, na classificação e na divulgação de terremotos ocorridos em todas as partes do planeta. Foi esse órgão que confirmou o abalo registrado no Tibete, atribuindo ao tremor a magnitude de 7 graus.

O que significa um abalo de magnitude 7

A magnitude é a medida utilizada pela sismologia para estimar a quantidade de energia liberada por um terremoto. Abalos em torno de 7 graus são classificados como fortes e têm potencial de causar impactos relevantes, especialmente quando ocorrem próximos a áreas povoadas ou em regiões onde as construções são mais vulneráveis. Os efeitos de um tremor desse porte, no entanto, dependem de fatores como a profundidade do foco sísmico, a distância até os centros urbanos e as características do solo local.

Por que o Tibete registra terremotos

O Tibete ocupa um vasto planalto de grande altitude, conhecido como o “teto do mundo”, e está entre as regiões geologicamente mais instáveis do planeta. Isso acontece porque a área se situa na zona de encontro entre as placas tectônicas indiana e eurasiática, cuja colisão, ao longo de milhões de anos, deu origem à cordilheira do Himalaia. Por conta dessa movimentação, abalos sísmicos são relativamente comuns em toda essa faixa, que também abrange países vizinhos como Nepal, Índia e Butão.

Monitoramento segue em andamento

Órgãos de monitoramento costumam atualizar seus boletins conforme novos dados são processados, e é comum que valores preliminares de magnitude sejam revisados nas horas seguintes a um abalo. Até o fechamento desta reportagem, as informações disponíveis se limitavam à confirmação do tremor e de sua magnitude.

O Ultimo Post acompanha o caso e publica novas informações assim que forem confirmadas pelos órgãos oficiais de monitoramento sísmico.