A três dias do segundo turno das eleições, o governo federal enviou mensagens a aposentados e pensionistas do INSS informando que o comparecimento às urnas pode ser utilizado como prova de vida. A iniciativa movimentou o cenário político, já que ocorre às vésperas da votação decisiva.
A campanha de Flávio Bolsonaro reagiu de imediato e acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ação, o grupo acusa o governo de uso da máquina pública para fins eleitorais e de abuso de poder. O episódio reacendeu o debate sobre os limites entre ações administrativas e a disputa eleitoral.
Abstenção de idosos preocupa campanha de Lula
No programa No Papo Antagonista, os jornalistas Wilson Lima e Carlos Graieb analisaram o caso. Segundo os comentaristas, a abstenção dos eleitores idosos é um ponto de atenção para a campanha de Lula, sobretudo nas regiões do Nordeste, onde esse público tem peso relevante nas urnas.
Os dois também destacaram uma distinção considerada central no caso: a diferença entre facilitar o voto do eleitor e atrelar um benefício previdenciário ao comparecimento às urnas. Para os jornalistas, essa fronteira é justamente o que está em disputa na avaliação da medida e na ação apresentada ao TSE.
Prova de vida e eleições
A prova de vida é um procedimento exigido pelo INSS para que aposentados e pensionistas mantenham o recebimento dos benefícios. A possibilidade de o registro de comparecimento à eleição valer como comprovação foi o ponto central das mensagens enviadas pelo governo, que chegaram aos beneficiários em plena reta final da campanha.
Com o segundo turno marcado para daqui a três dias, o episódio deve seguir em discussão no TSE, enquanto as campanhas monitoram o impacto da comunicação do governo sobre o comportamento dos eleitores mais velhos na votação.