Impasse após desafio envolvendo divulgação de dados
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (22) que as exigências apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro têm, na avaliação dele, uma motivação clara: o parlamentar ‘não quer abrir sigilo nenhum’. A declaração foi feita em São Carlos, onde o vice-presidente comentou o impasse envolvendo a divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos.
A disputa começou depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um desafio para a divulgação de registros bancários, fiscais e telefônicos. Em resposta, Flávio Bolsonaro apresentou uma série de exigências, que acabaram comentadas por Alckmin durante sua passagem por São Carlos.
Leitura do vice-presidente
Na avaliação de Alckmin, as condições impostas pelo senador revelam o verdadeiro motivo da resistência em tornar públicos os registros. Para o vice-presidente, os requisitos listados por Flávio Bolsonaro existem porque ele não quer abrir sigilo nenhum — expressão utilizada por ele ao se referir à postura do parlamentar.
O embate de declarações entre o presidente e o senador ganhou repercussão após o desafio envolvendo os registros financeiros, fiscais e telefônicos. Em vez de aderir à divulgação, Flávio Bolsonaro condicionou sua posição a exigências, movimento interpretado pelo vice-presidente como uma tentativa de evitar a abertura dos dados.
As declarações foram feitas nesta quinta-feira (22), em São Carlos. Na ocasião, Alckmin abordou o impasse e se posicionou de forma crítica em relação aos requisitos apresentados pelo senador, reforçando a tese de que as exigências constituem um obstáculo à divulgação dos registros.
O confronto entre os dois ganhou um novo capítulo com as falas do vice-presidente. Alckmin manteve o foco na mesma questão: a divulgação dos dados bancários, fiscais e telefônicos e a resistência encontrada no caminho.
A disputa por transparência dos registros segue em aberto. Enquanto o desafio feito por Lula permanece sem resposta nos termos originalmente propostos, a interpretação expressa em São Carlos é a de que as exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro servem justamente para impedir que os dados bancários, fiscais e telefônicos sejam abertos ao escrutínio público.