A reta final da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições 2026 terá uma fórmula definida de comunicação: metade esperança, metade ataque a Flávio Bolsonaro.
Equilíbrio após primeiro turno confuso
Depois de um primeiro turno avaliado como confuso, o comando da campanha acredita ter encontrado a fórmula ideal para o marketing da etapa decisiva da disputa.
A receita para a propaganda de TV divide o tempo em duas metades: 50% de conteúdo propositivo, com o presidente falando de esperança e se cercando de jovens, e 50% de críticas pesadas a Flávio Bolsonaro. O modelo já pôde ser constatado no programa de reestreia, exibido na sexta-feira (9).
Tom de humildade nas propostas
Nos momentos dedicados às propostas, Lula tem sido orientado por aliados a “descer do salto” e assumir postura humilde, com o reconhecimento de que a vida das pessoas não está boa. Admitir, por exemplo, que o custo de vida segue elevado é um dos focos dessa estratégia.
O reconhecimento das dificuldades, no entanto, vem acompanhado de uma mensagem central: só o petista pode garantir a queda dos preços e a melhoria na vida da população.
Ofensiva contra o rival pode crescer
Conforme a situação exigir, a cúpula da campanha não descarta apertar ainda mais a carga negativa contra o adversário na reta final. Entre as opções em avaliação está uma versão atualizada da peça do PT sobre a “taxação BBB” (bancos, bets e bilionários), que fez sucesso em 2025.
Os ataques a Flávio seguem duas ordens. A primeira é programática e sustenta que o candidato ameaça programas sociais e o fim da escala 6×1. A segunda está ligada ao caráter pessoal do rival, ao associá-lo ao escândalo do Banco Master e às ameaças à democracia.
Dosagem flexível até o fim
A aposta do petismo para os últimos dias de campanha combina, assim, o aceno a eleitores jovens e um discurso otimista com o desgaste do adversário. O equilíbrio entre os dois tons, contudo, não é fixo: a equipe avalia ampliar a dose de ataques conforme a evolução do cenário eleitoral.
