O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) recebeu, nesta segunda-feira (19), uma carta assinada por professores da Universidade de São Paulo (USP) que declara apoio à candidatura à reeleição do presidente Lula (PT) nas eleições de 2026.

O documento, intitulado “Docentes da USP, Pela Vida, Contra a Barbárie”, reúne 1.200 assinaturas e foi entregue ao vice-presidente por uma comissão de docentes liderada por Adrian Fanjul, diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da universidade.

Críticas ao bolsonarismo

No texto, os professores afirmam que o retorno do bolsonarismo ao poder será “catastrófico para as universidades, a ciência, a educação, a saúde pública, o meio ambiente, a democracia, a soberania e o direito à vida”.

A carta também destaca indicadores do período do governo Jair Bolsonaro (PL), como o aumento do desmatamento, a alta da inflação e do desemprego, além da escassez de recursos destinados às universidades públicas e do modo como a pandemia de Covid-19 foi conduzida pelo então presidente.

Nomes conhecidos entre os signatários

Entre os docentes que assinam o manifesto estão figuras de destaque da academia brasileira, como a historiadora Lilia Schwarcz, o filósofo Renato Janine Ribeiro, o cientista Carlos Nobre, o jornalista e professor Eugênio Bucci, o cientista social André Singer, a urbanista Raquel Rolnik, o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, o antropólogo Kabengele Munanga e a ex-reitora da USP Suely Vilela.

A entrega do documento ao vice-presidente ocorre em um momento de articulação política de cara à disputa eleitoral de 2026, quando o Planalto busca consolidar o apoio de setores acadêmicos e intelectuais favoráveis à continuidade do governo petista.

O movimento dos docentes da USP se soma a outras manifestações públicas de apoio à reeleição de Lula que vêm sendo organizadas por grupos ligados às universidades e à comunidade científica do país, em resposta ao cenário político que se desenha para o próximo ano.