A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) escalou o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), ex-procurador da Lava Jato, para examinar os documentos de sigilo fiscal e bancário entregues pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula se comprometeu a disponibilizar seus dados, além dos de sua esposa, Janja, do filho Fábio Luís, o Lulinha, e do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, entre outras pessoas próximas ao petista.
Dallagnol foi escolhido para a função por ter atuado, durante a operação Lava Jato, em investigações que envolveram o filho do presidente.
Segundo a campanha de Flávio, o senador eleito vai analisar “cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear inconsistências”.
Em nota, a equipe do senador eleito afirmou: “A campanha de Flávio Bolsonaro defende que a sociedade brasileira tenha acesso à verdade e que nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos”.
Guerra de sigilos
O episódio ocorre no contexto de uma disputa entre as duas campanhas nos últimos dias. O desafio começou no domingo (18), durante debate na Band, quando Lula propôs que ele e Flávio abrissem mutuamente seus dados.
O senador aceitou a proposta e rebateu, exigindo que o presidente estendesse a abertura a familiares e assessores próximos. Lula então concordou com a condição e liberou os documentos.
Cabe agora à equipe de Flávio Bolsonaro, com Deltan Dallagnol à frente da análise, examinar o material entregue pelo petista e verificar se há inconsistências nos registros financeiros do presidente e de pessoas de seu círculo.
