O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., conhecido por produzir reportagens críticas ao governo do presidente argentino Javier Milei, foi deportado da Argentina nesta segunda-feira. A saída do país ocorreu após as autoridades argentinas cancelarem sua residência permanente no território argentino.

O cancelamento do status migratório foi a medida que antecedeu a deportação. Com a revogação, o jornalista deixou de ter o direito de viver de forma permanente na Argentina e foi obrigado a deixar o país, em decisão conduzida pelas autoridades locais.

Da revogação do status à saída do país

A residência permanente é o vínculo migratório que autoriza um estrangeiro a morar, trabalhar e circular pelo país sem as limitações típicas dos vistos temporários. Quando esse status é cancelado, desaparece a base legal da permanência, e o estrangeiro passa a ser retirado do território pelas autoridades competentes.

Foi esse o caminho seguido no caso de Tomaz Jr.: as autoridades argentinas cancelaram a residência permanente do jornalista e, na sequência, efetivaram a deportação nesta segunda-feira. O procedimento encerrou a possibilidade de ele continuar vivendo na Argentina sob aquele regime migratório.

Jornalista com trabalho crítico ao governo Milei

Rogério Tomaz Jr. tornou-se conhecido por um trabalho jornalístico marcadamente crítico ao governo de Javier Milei. Suas reportagens sobre a realidade argentina circularam entre leitores brasileiros que acompanham a política do país vizinho, e esse perfil de cobertura foi o que projetou o nome do profissional fora da Argentina.

Milei assumiu a presidência da Argentina em dezembro de 2023, após vencer a disputa eleitoral com uma agenda de ajuste fiscal e redução do tamanho do Estado. Desde então, o governo argentino figura entre os assuntos mais comentados da política sul-americana e atrai a atenção da imprensa estrangeira, inclusive a brasileira.

Sem detalhes sobre próximos passos

Até o fechamento desta reportagem, não haviam sido divulgados detalhes sobre eventuais recursos ou providências que o jornalista pretenda adotar depois da deportação. Também não há informações públicas sobre os motivos específicos apontados pelas autoridades argentinas para o cancelamento da residência permanente.

O caso ganha relevo por envolver um profissional de imprensa estrangeiro cuja atuação era reconhecida justamente pelas críticas ao governo local. A deportação encerra, por ora, a permanência de Tomaz Jr. na Argentina e coloca o episódio no centro do debate sobre a relação entre o Estado argentino e jornalistas que exercem suas atividades com postura crítica à gestão de Milei.