O senador Flávio Bolsonaro afirmou que o pai, Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, será quem colocará a faixa presidencial em sua posse, caso vença a disputa eleitoral. A declaração foi registrada em vídeo e estabelece um compromisso público do parlamentar com a presença do pai na cerimônia.
A entrega da faixa presidencial é um dos rituais mais tradicionais das posses no país, marcando a passagem simbólica do comando do Executivo federal. Ao indicar o pai como responsável pela imposição da faixa, o senador associa um eventual governo seu à figura de Jair Bolsonaro em um momento de alta visibilidade pública.
O conteúdo divulgado não traz informações sobre como seria a logística da participação do ex-presidente na cerimônia.
Promessa de reduzir a maioridade penal
Na mesma declaração, Flávio Bolsonaro prometeu reduzir a maioridade penal caso seja eleito. A pauta foi apresentada pelo senador como parte de sua agenda e costuma mobilizar o debate público em períodos eleitorais.
Atualmente, a maioridade penal no Brasil é alcançada aos 18 anos, idade fixada pela Constituição Federal. Alterações nesse ponto dependem da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, o que exige apoio qualificado do Congresso Nacional.
A declaração divulgada pelo senador não apresenta detalhes sobre o formato ou o alcance da proposta de redução.
Contexto da declaração
A fala ocorre enquanto Jair Bolsonaro permanece preso por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A situação do ex-presidente cria um cenário atípico para a tradicional cerimônia de posse, já que a imposição da faixa normalmente cabe ao chefe do Executivo que deixa o cargo.
Ao anunciar que contaria com o pai nesse momento, Flávio Bolsonaro conecta a eventual posse à própria história familiar e mantém o ex-presidente como referência central de sua comunicação política, ainda que ele esteja sob prisão.
A combinação dos dois anúncios — a participação do pai na posse e a promessa de reduzir a maioridade penal — resume os eixos da mensagem veiculada no vídeo: continuidade em relação a Jair Bolsonaro e uma agenda voltada à área de segurança pública.
