O governador Eduardo Leite (PSD) decretou a extinção da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). A decisão recebeu reação imediata da oposição: para o deputado estadual Miguel Rossetto (PT), trata-se de um “grave erro estratégico”.
O ato do chefe do Executivo gaúcho retira da estrutura da administração estadual um órgão dedicado ao planejamento metropolitano e regional. Com a medida, a fundação deixa de existir como entidade vinculada ao governo do Rio Grande do Sul, o que altera o desenho institucional responsável por orientar o desenvolvimento das regiões do estado. A formalização foi feita por meio de decreto, instrumento típico da atuação do chefe do Executivo.
Crítica da oposição
Integrante da oposição ao governo Leite na Assembleia Legislativa, Rossetto resumiu sua avaliação da medida em uma expressão: “grave erro estratégico”. Ao escolher esse termo, o deputado do PT sinaliza que enxerga na extinção da fundação não um ajuste administrativo corriqueiro, mas uma decisão de consequências profundas para o futuro do planejamento público gaúcho.
O episódio reacende o debate sobre o papel de estruturas dedicadas ao planejamento de médio e longo prazo dentro da máquina estadual, tema tradicionalmente sensível nas disputas entre governo e oposição.
O papel da fundação
Como a própria denominação indica, a Metroplan tinha como campo de atuação o planejamento metropolitano e regional. Órgãos com esse perfil concentram técnicos dedicados a produzir estudos, diagnósticos e diretrizes capazes de orientar políticas públicas de natureza territorial, como a organização urbana e a integração entre municípios de uma mesma região.
A extinção desse tipo de estrutura costuma levantar uma questão central: qual órgão ou secretaria absorverá as atribuições antes exercidas pela fundação? Por ora, o que se sabe é que a decisão de encerrar as atividades partiu do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
Próximos passos
Os desdobramentos devem ser acompanhados de perto nos próximos dias, tanto pela oposição quanto pelos setores interessados no planejamento regional. O fim da Metroplan encerra um capítulo na estrutura administrativa do Rio Grande do Sul e abre um novo, cujos contornos ainda dependem de definições do próprio governo estadual.