O eleitorado do Rio Grande do Norte foi às urnas no domingo (4) e definiu os 24 nomes que vão ocupar cadeiras na Assembleia Legislativa do estado. A disputa seguiu o sistema proporcional, no qual a quantidade de votos individuais não é o único critério para a definição das vagas.
Coronel Azevedo (PL) liderou a votação com 105.403 votos e foi o candidato mais bem posicionado no estado. O segundo lugar ficou com Ezequiel (PSDB), que obteve 73.217 votos. Robson Carvalho (União Brasil) completou o grupo dos três mais votados, com 69.542.
Patrimônio declarado
Coronel Azevedo declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2,8 milhões. O candidato é casado e nasceu em Recife (PE).
Ezequiel, por sua vez, é natural de Natal (RN), é casado e informou à Justiça Eleitoral bens no valor de R$ 4,1 milhões.
Integram ainda o grupo de eleitos, entre outros nomes, Julio Cesar (PP), Kleber Rodrigues (PP) e Francisco do PT (PT).
Abstenções e votos anulados
Na apuração para a Assembleia Legislativa, a abstenção alcançou 18,39% do eleitorado. Os votos em branco somaram 4,75% do total, enquanto os nulos representaram 5,65%.
Quociente eleitoral
Receber mais votos que um concorrente não assegura, por si só, a cadeira na Casa. Um candidato pode superar outro em votação individual e, ainda assim, ficar de fora da Assembleia. A razão está no quociente eleitoral, mecanismo do sistema proporcional adotado nos cargos legislativos — nos postos do Executivo, vale a regra majoritária.
O cálculo do quociente eleitoral resulta da divisão entre os votos válidos e o número de vagas disponíveis para o cargo em cada estado.
Para conquistar a vaga, o candidato precisa atingir votação equivalente a, no mínimo, 10% do quociente eleitoral. Além disso, é necessário que ele se mantenha dentro do número de cadeiras a que o partido ou a federação ao qual pertence tem direito naquela eleição.
